MODO REDES

de ser e fazer

Maré na pandemia

Modo redes de fazer e ser na maré na pandemia

o que é o material?

É uma cartografia afetiva  sobre a metodologia desenvolvida e aplicada pela Redes da Maré na pandemia. Este material é resultado de uma reflexão sobre o que foi vivido, com o objetivo de transformar as práticas da organização em conhecimento coletivo e compartilhado. Por cinco meses, uma equipe percorreu o território, analisou documentos e escutou mais de 70 pessoas envolvidas nas ações da Campanha “Maré Diz Não ao Coronavírus”. As perguntas-guia eram: Como a Redes da Maré criou a Campanha? Quais experiências e acúmulos ao longo de sua história foram fundamentais para enfrentar as urgências impostas pela pandemia? As respostas surgiram do olhar profundo sobre a trajetória da instituição e as ações da campanha. Esta cartografia é composta por textos e imagens que buscam ilustrar o agir, os afetos e a identidade da Redes da Maré.

A Redes da Maré já havia publicado, em 2021, o livro Maré diz não ao coronavírus: a jornada da Redes da Maré por saúde e direitos no meio da pandemia, ainda no calor da vivência e das ações realizadas pela Campanha “Maré Diz não ao Coronavírus” e nessa nova etapa buscou-se aprofundar a reflexão iniciada no livro.

Os materiais aqui apresentados buscam ir além das realizações, para identificar os pontos de conexão entre o histórico da Redes da Maré, as “metodologias vivas” criadas ao longo de sua trajetória e aquelas utilizadas para responder aos desafios da pandemia.

O objetivo da sistematização foi entender elementos de sua história cujos acúmulos no tempo têm sido permanentemente recriados, para dar conta de emergências e contextos desafiadores. As perguntas que guiaram a sistematização foram:

  • Como, em tão pouco tempo, a Redes da Maré conseguiu criar uma campanha com diferentes frentes de ação e tamanho impacto?
  • Quais experiências e acúmulos ao longo de sua história permitiram o enfrentamento às urgências impostas pela pandemia de COVID-19?

A sistematização começou no final de fevereiro de 2022 e seguiu até julho.  O trabalho foi realizado em quatro etapas:

  • Mapeamento inicial;
  •  Alinhamento da proposta e expectativas;
  • Trabalho de campo;
  • Produção de sínteses e criação dos produtos. 

Realizou-se esse trabalho a partir de um olhar profundo sobre a trajetória da organização, e sobre as ações da campanha, priorizando a escuta e colheita das múltiplas percepções e formas de sentir dos tecedores, como são chamados os trabalhadores da instituição.

O objetivo da sistematização foi entender elementos de sua história cujos acúmulos no tempo têm sido permanentemente recriados, para dar conta de emergências e contextos desafiadores. As perguntas que guiaram a sistematização foram:

  • Como, em tão pouco tempo, a Redes da Maré conseguiu criar uma campanha com diferentes frentes de ação e tamanho impacto?
  • Quais experiências e acúmulos ao longo de sua história permitiram o enfrentamento às urgências impostas pela pandemia de COVID-19?

A sistematização começou no final de fevereiro de 2022 e seguiu até julho.  O trabalho foi realizado em quatro etapas:

  • Mapeamento inicial;
  •  Alinhamento da proposta e expectativas;
  • Trabalho de campo;
  • Produção de sínteses e criação dos produtos. 

Realizou-se esse trabalho a partir de um olhar profundo sobre a trajetória da organização, e sobre as ações da campanha, priorizando a escuta e colheita das múltiplas percepções e formas de sentir dos tecedores, como são chamados os trabalhadores da instituição.

Esperamos que esse material permita conhecer mais sobre a Redes da Maré e sua forma de ser e fazer Maré desde sua coletividade, sua potência, seus desafios e as contradições vividas em movimento no território.

Acesse outros materiais que compõem esse processo de sistematização
“Modo Redes de Ser e Fazer Maré na Pandemia” aqui:

Sobre a Redes da Maré

Sobre a Redes da Maré

Formalizada como instituição em 2007, a Redes da Maré é uma organização da sociedade civil que busca garantir os direitos dos moradores do conjunto de favelas da Maré. Seus fundadores participam de ações coletivas no território desde a década de 80. Ao longo de sua história, a Redes da Maré construiu e fortaleceu as associações de moradores e mobilizou lutas pelo desenvolvimento territorial. A Redes da Maré nasce e se expande na luta por direitos, com destaque para o direito à Educação e para o seu primeiro projeto, o Curso Pré-Vestibular Comunitário.

A organização atua a partir da articulação, mobilização e produção de conhecimento sobre o território. Nessa direção, cria iniciativas para atender a população e garantir políticas públicas efetivas.

A instituição busca contribuir com a redução das desigualdades na favela, espaço estigmatizado por sua origem social e racial, e com a transformação da realidade, tendo como foco o trabalho com crianças, mulheres e o protagonismo dos moradores. São inúmeros projetos, nos quais participaram 5.800 pessoas em 2021, envolvendo-se em cursos, atendimentos e atividades. Os projetos são executados nos 10 equipamentos e também fora deles, envolvendo cerca de 300 profissionais que se organizam nos eixos temáticos. O trabalho é sustentado por diversas parcerias: são mais de 100 apoiadores e parceiros institucionais, além de 70 parcerias no território, incluindo organizações sociais, associações de moradores e instituições públicas.

Percursos e aprendizados na história

TERRITÓRIO COMO PARTIDA E CHEGADA!

As formas de atuação da Redes da Maré vão se construindo junto com sua história de mobilização.
Por conta de sua ação permanente no Conjunto de 15 favelas da Maré e de sua capacidade de planejar ações em movimento, a organização inicia, em 2020, a campanha “Maré Diz Não ao Coronavírus”, como resposta às  necessidades que pulsam do território.

A atuação da Redes da Maré se dá a partir da escuta dos moradores e da produção de conhecimento qualificado sobre a realidade local. As parcerias e articulações de longa data, dentro e fora do território, abrem caminhos para a incidência em políticas públicas e outros rumos em direção à defesa de direitos. Pode-se dizer que esse modo de agir vai se conformando numa metodologia criativa e em movimento, feita e refeita coletivamente por meio do engajamento de quem a constrói. O território é o ponto de partida e chegada.

Nesse caminho, a Redes da Maré ganha corpo, num intenso processo de formação de quem tece seus fios e na conformação de espaços físicos com portas abertas aos moradores. Esse jeito de fazer produz narrativas que exaltam a potência das favelas e se expressam por todo território, das conversas nas ruas às ações de comunicação institucional. A construção de eixos de atuação e projetos é o meio para alcançar os direitos historicamente negligenciados. Os eixos são: Educação; Arte, Cultura, Memórias e Identidades; Segurança Pública e Acesso à Justiça; Direitos Urbanos e Socioambientais e Direito à Saúde. A materialização das ações é possível pela captação de recursos e sensibilização de diferentes parceiros, buscando constituir processos permanentes que se tornem exemplos do que deveria ser realizado pelo poder público.

A Maré é o centro de onde pulsa a vida dos que ali residem e trabalham. A partir do território e da trajetória dos indivíduos que tecem a Redes da Maré, se expandem as relações com outras partes da cidade do Rio de Janeiro e do mundo. A organização vai se tornando um espaço de encontro da cidade, produzindo formas de fazer que mobilizam afetos e engajamento. Chamamos essas formas de “metodologias vivas”. Elas nem sempre estão escritas nos documentos da instituição, mas aparecem nas falas dos “tecedores” como o que “dá sentido ao trabalho”. Elas dizem respeito aos afetos para com o território, o público atendido e entre tecedores; ao comprometimento e à felicidade de sentir-se Redes da Maré; ao conhecimento cotidiano do território; ao fazer junto e ao aprendizado na diversidade; à confiabilidade da instituição; às histórias dos tecedores que se cruzam com a da organização; ao corpo entregue e presente; à escuta ativa; à perspectiva inventiva; ao “aprender fazendo”; ao respeito a cada pessoa e sua história.

Por fim, acreditar na força que a Maré tem!

A CAMPANHA MARÉ DIZ NÃO

AO CORONAVÍRUS

A campanha foi uma ação ampliada da Redes da Maré, realizada a partir de março de 2020 para responder aos impactos sociais gerados pela pandemia de COVID-19. A organização mobilizou o território e suas equipes de trabalho para enfrentar as urgências impostas, como a perda de renda dos moradores e o aumento da demanda por serviços de saúde na favela.

A primeira ação foi a distribuição de cestas básicas e kits de prevenção para famílias mais vulnerabilizadas. A partir dessas primeiras ações e dos aprendizados históricos, a Redes da Maré organizou a campanha nas seguintes frentes: segurança alimentar, atendimento à população em situação de rua, geração de trabalho e renda; acesso a cuidados, direitos e prevenção em saúde; produção e difusão de informações qualificadas ; apoio a projetos de artistas e produtores locais através de chamada pública; ações para garantir o direito à Educação, com suporte para a conectividade dos profissionais e estudantes; produção de dados e pesquisas para avaliar os impactos da pandemia no território.

No enfrentamento direto ao vírus, a Redes da Maré criou o projeto Conexão Saúde, junto a diferentes parceiros, entre eles a Fiocruz. O projeto garantiu testagem e atendimento por telemedicina e produziu informativos, orientações e um programa de isolamento domiciliar seguro. Além disso, por meio de grande mobilização e produção de dados, criou as bases para a pesquisa sobre a eficácia da vacina, garantindo a vacinação antecipada dos moradores (#Vacina Maré).

Para dar conta de tantas ações, foi necessário reorganizar as equipes e os fluxos de trabalho e criar um sistema de dados e de logística, além de uma plataforma de atendimento virtual. Os recursos para a campanha vieram de parceiros históricos, de novos parceiros e da contribuição de pessoas físicas. A campanha durou quase dois anos, atendeu 20 mil famílias e distribuiu cerca de 60 mil cestas básicas e 100 mil refeições para pessoas em situação de rua. Realizou mais de 40 mil testes de covid e proporcionou o acompanhamento de 1.400 pessoas no programa de isolamento domiciliar seguro.

A campanha Maré diz NÃO ao coronavírus entrou em sua  fase final em meados de 2021. Simultaneamente, a Redes da Maré pôde retomar as atividades de forma presencial e incluir novas frentes de atuação. A partir dos aprendizados e das demandas do território, intensificadas durante a pandemia e a campanha, a Redes da Maré criou a frente de segurança alimentar e o eixo de Direito à Saúde.

Ações INAUGURADAS COM A CAMPANHA

Segurança alimentar


Práticas de cuidado e saúde (prevenção e combate ao coronavírus)

Logística de entrega


Criação do Eixo Direito à Saúde

Depoimentos

Essa campanha foi possível pela metodologia da Redes, que envolve mobilização, produção de conhecimento, acolhimento e incidência política. Junto à sua dimensão comunitária, que vem de sua origem. Foram os moradores da Maré que criaram a organização, e seu crescimento sempre se deu a partir do território. ”

(Camila Barros)

“Um dos principais resultados dessa Campanha foi o aumento da capilaridade da Redes no território. Mesmo com 20 anos de atuação na Maré, tinha pessoas que nem sequer conheciam a instituição. O trabalho durante a pandemia fez com que ela fosse conhecida e acessada por mais moradores ” 

(Levi Germano)

“Parece que tudo o que fizemos até aqui nos preparou para encarar essa pandemia e da forma que foi. Vem da Redes, da caminhada histórica que temos, mas, também, do fato de ter me envolvido, desde os 13 anos, com as transformações na Nova Holanda.”

(Eliana Sousa Silva)

REDES DA MARÉ:

AS PRINCIPAIS AÇÕES DA CAMPANHA

Clique nos tópicos para conhecer os detalhes de cada ação realizada.

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REDES DA MARÉ:

as principais ações da campanha

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Ações de apoio à segurança alimentar durante a pandemia. Entrega de cestas básicas, alimentos frescos, cartões com recurso, refeições para população em situação de rua – prioritariamente nas cenas de uso de drogas – e refeições para pessoas infectadas pela  COVID-19.

Desafios enfrentados: Selecionar as famílias em situação de maior vulnerabilidade social; Criar sistema de banco de dados; Acolher demandas e angústias da população; Formar tecedores e voluntários; Orientar a população sobre os limites de uma ação da sociedade civil e, portanto, sobre a impossibilidade de atender a todos; Mobilizar o poder público e parceiros.

Em números: Cerca de 60 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza distribuídos, 4 mil pessoas beneficiadas com o cartão com recurso e mais de 100 mil refeições distribuídas.

Experiências anteriores: Censo Maré; Guia de Ruas; Campanha “Somos da Maré. Temos  Direitos!”; Atendimento para população em situação de rua no Espaço Normal; Maré de Sabores (Casa das Mulheres).

Fontes de financiamento diversas, doações e apoios captados para a realização da campanha. Envolve a realocação de recursos, novos aportes de parcerias já estabelecidas e captação de novas. Além de ampliação de doações de pessoas físicas diretas, o desenvolvimento de plataformas de financiamento coletivo e doações diretas de cestas básicas, alimentos, tecidos, produtos de limpeza, entre outros.

Desafios enfrentados: Garantir a transparência periódica; Responder às diferentes exigências de financiadores; Acolher o volume de apoios vindos de distintas formas.

Em números: 127 Parceiros apoiadores e centenas de colaboradores nas plataformas de financiamento coletivo.

Experiências anteriores: Setores estruturados de Captação de Recursos e Relação Institucional; Comunicação, Jurídico e Administrativo-Financeiro; Relação histórica e confiabilidade da organização  junto a apoiadores e parceiros.

Atendimento social, psicológico e jurídico disponibilizado para a população da Maré. Na campanha, o atendimento se ampliou para incluir o apoio específico aos casos de COVID-19. Atuação por meio de entrevistas sociais, atendimentos virtuais e busca ativa de moradores.

Desafios enfrentados: Adaptação dos atendimentos ao modo remoto; Criação da plataforma de atendimento virtual; Dificuldade de acesso a serviços públicos; Aumento no acolhimento de casos de violência doméstica; Qualificação de dados e informações para a seleção das famílias; Acompanhamentos de casos de morte por COVID-19 e apoio aos familiares.

Em números: 1.789 atendimentos no Maré de Direitos em 2020, 12.486 entrevistas sociais e centenas de acompanhamentos realizados pelo Espaço Normal com população em situação de rua, 11.000 atendimentos médicos e 3600 psicológicos no teleatendimento (SAS) e aproximadamente 1400 casos de COVID-19 acompanhados pelo Conexão saúde no programa de isolamento domiciliar.

Experiências anteriores: projeto Maré de Direitos; Acolhimentos na Casa das Mulheres; Espaço Normal e a consolidação do ATENDA (atenção integral à população em situação de rua e usuária de drogas); Articulações com a rede de serviços públicos, outras organizações e universidades com projetos de extensão.

Criação de trabalhos temporários para moradores durante a fase mais crítica da pandemia. Trabalhos de prestação de serviços para costureiras, motoristas, agentes de desinfecção de ruas e cozinheiras. Este item também englobou o financiamento de projetos por meio da “Chamada Pública: Novas formas de fazer arte, cultura e comunicação nas favelas”, que apoiou comunicadores e artistas locais.

Desafios enfrentados: Definir rapidamente os projetos e ações necessários; Organizar a logística de produção e entregas; Melhorar a gestão e a prestação de contas; Garantir a proteção contra a  COVID-19 e promover a formação durante a ação.

Em números: 22 cozinheiras, 54 costureiras, 13 motoristas responsáveis pela entrega de doações, 30 agentes de desinfecção de ruas, 31 bolsas de incentivo a comunicadores e artistas.

Experiências anteriores: Projeto Entre Bicos (trabalhos pontuais realizados por usuários do Espaço Normal); Maré de Sabores (formação em gastronomia para mulheres e criação do Buffet); Editais e chamadas abertas realizados anteriormente; Setor administrativo-financeiro consolidado; Processos de mobilização territorial.

Estrutura operacional para distribuição de itens para todo o Conjunto de Favelas da Maré durante a campanha. Entrega de alimentos, refeições, produtos de higiene e limpeza, Equipamentos de Proteção Individual (EPI), livros, máscaras, materiais informativos, equipamentos de conectividade e materiais para ação do “Vacina Maré”.

Desafios enfrentados: Localizar ruas sem registro; Organizar as múltiplas etapas de cada entrega; Logística, recebimento e carregamento de milhares de itens diariamente.

Em Números: 1.980 toneladas de alimentos e produtos diversos de higiene; 100 mil refeições; 47 mil domicílios alcançados porta a porta com a distribuição de máscaras e álcool em gel; 1000 estudantes foram beneficiados com equipamentos e livros. Para as unidades de saúde foram 280 mil máscaras distribuídas, 650 protetores faciais, 255 óculos, 4.240 aventais, 500 luvas, 300 capotes, 179 caixas de álcool.

Experiências Anteriores: Censo Maré; Guia de Ruas; Maré de notícias e Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”

Produção de pesquisas, dados, conteúdo e sistemas de informação para compreender o território e subsidiar as ações. Criação de um sistema de  cadastro das famílias em situação de insegurança alimentar, levantamento dos casos de COVID-19, criação do Boletim “De olho no corona” (conteúdos sobre os impactos da pandemia, prevenção e combate ao coronavírus), pesquisa sobre efeitos da vacina em parceria com a FIOCRUZ e pesquisas sobre educação na pandemia.

Desafios enfrentados: Coletar dados com as restrições da pandemia; Criar sistema de dados simultaneamente com as distribuições; Produzir informações de forma acessível aos moradores.

Em Números: Sistema de dados com 20.000 cadastros, 44 boletins “De olho no Corona”, monitoramento de 1.000 famílias no pós-covid e  de 6.500 pessoas participantes da pesquisa sobre efetividade da vacina AstraZeneca-Fiocruz, pesquisa com 18 escolas públicas da Maré.

Experiências Anteriores: Maré de notícias;  Censo Maré;  Guia de Ruas; Boletim de Segurança Pública e as diversas pesquisas realizadas no âmbito de cada eixo de atuação.

Produção e difusão de informações para dentro e fora da Maré.  Criação de narrativas com foco nas potências da favela e no acesso a direitos. Na campanha, a Comunicação Institucional sistematizou registros, atualizou o site, produziu conteúdo para ampla divulgação e manteve o diálogo com financiadores. A Comunicação Comunitária (Maré de Notícias) produziu reportagens sobre o cotidiano na pandemia, difundiu informações e mobilizou o território (bicicleta com som, megafone, lambes nos muros e paredes, faixas e panfletos). Ambas as formas de comunicar estiveram alinhadas com as redes sociais. As duas dimensões da comunicação produziram o podcast “Maré em tempos de coronavírus”, a série de textos e vídeos jornalísticos do “Por dentro da Maré” e a Campanha “Se liga no Corona”.

 Desafios enfrentados: Difundir um conteúdo amplo em um curto período de tempo; Fornecer respostas às demandas vindas das redes sociais; Trabalhar em sintonia com outras equipes e comunicar com qualidade frente às “fake news”.

Em Números: 20 episódios do podcast “Maré em tempo de coronavírus”, mais de 70 peças, linha do tempo, 10 newsletters, 50 vídeos sobre a campanha com diferentes envolvidos, publicação e divulgação do Jornal Maré de Noticias mensalmente; Dezenas de notícias no Portal Maré de Notícias, nas redes sociais da Redes da Maré e outras mídias.

Experiências Anteriores: Jornal Maré de Notícias (online e impresso); As metodologias de mobilização e múltiplas formas de divulgação nas favelas (boca a boca, ocupar as ruas, materiais impressos, mídias e redes sociais); Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”; Estrutura prévia do setor de comunicação

Ações de prevenção e cuidado com a COVID-19, como: desinfecção das ruas, distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para as unidades de  saúde, distribuição de álcool em gel, máscaras, itens de higiene pessoal e limpeza, abastecimento dos totens de álcool em organizações locais, instalação de pias, higienização de comércios, igrejas e espaços de aglomeração. Além disso, informações qualificadas difundidas pela Maré em parceria com a Fiocruz, com o “Se liga no Corona”, que produziu materiais diários, em múltiplos formatos sobre a pandemia e o avanço do vírus no território.

Desafios enfrentados: A limpeza e desinfecção de ruas, vielas e becos; Sensibilizar moradores sobre práticas de prevenção; Organizar entregas porta a porta; Lidar com as mudanças de protocolos sanitários; Gerar informações qualificadas em curto período de tempo.

Em números: 900 ruas, vielas e becos higienizados, mais de 20 mil famílias beneficiadas com kits de higiene pessoal e limpeza.

Experiências Anteriores: Censo Maré, Guia de ruas; Maré de notícias; Maré de direitos; estrutura prévia do setor de comunicação.

Conjunto de ações de enfrentamento direto à COVID-19 no território. Atuação por meio do projeto Conexão Saúde com abertura de centro de testagem gratuita, apoio para isolamento domiciliar seguro, telessaúde (realizada pelo parceiro SAS Brasil), comunicação sobre a COVID-19 (ações no território e produção do Boletim “De olho no Corona) e mobilização da campanha Vacina Maré.

Desafios enfrentados: Atuar diante do negacionismo de diferentes esferas de governo; Criar apoio aos serviços de saúde sem substituir a responsabilidade do poder público; Circular informação segura sobre o coronavírus.

Números: Mais de 40 mil testes realizados, aproximadamente 1.400 pacientes atendidos no programa de isolamento seguro, 1.828 atendimentos médicos por telemedicina (SAS) e 1.046 atendimentos psicológicos, aproximadamente 37.000 moradores vacinados durante a campanha do vacina Maré.

Experiências Anteriores: Parceria histórica com a Fiocruz; Atuação de sanitaristas na Maré na década de 80; Diálogo permanente com a Secretaria Municipal de Saúde e de Educação; Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”. Trabalho do Espaço Normal e articulação com equipamentos de saúde e assistência.

Ações de mobilização e organização junto a moradores e instituições locais para trabalho conjunto. A Campanha envolveu voluntários, organizações sociais, religiosas, associações de moradores, entre outras.

Desafios enfrentados: Organizar os voluntários; Garantir fluxo das informações; Criar espaços de participação; Manter o diálogo permanente com parceiros; Lidar com conflitos do trabalho coletivo.

Em Números: 300 pessoas envolvidas entre tecedores e voluntários, 14 associações de moradores, 35 voluntários membros de igrejas e 26 parceiros locais.

Experiências Anteriores: Relação com Associações de Moradores, igrejas, coletivos e outras ONGs; Trabalho coletivo na construção de fóruns (fórum sobre Drogas, fórum da Educação, fórum Maré que Queremos, fórum Basta de violência, etc.); campanha” Somos da Maré. Temos Direitos!” e Marcha Contra a Violência.

Conjunto de atividades dos diferentes eixos que seguiram durante a pandemia, ações adaptadas para o contexto de crise sanitária como: Atendimento psicossocial na Casa das Mulheres e continuação da produção de alimentos pela equipe do Maré de Sabores. Atendimento de usuários de drogas pelo Espaço Normal, aulas remotas da escola de dança, atividades remotas da Biblioteca Lima Barreto, atendimento virtual do projeto “Maré de direitos”, aulas remotas do Pré-Vestibular, o projeto “Escreva o Seu Futuro” de alfabetização para mulheres, pesquisas sobre a situação do ensino na Maré durante a pandemia, projeto Nenhum a Menos, Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Desafios enfrentados: Manter a qualidade das ações virtuais diante da má qualidade do serviço de internet na Maré; Oferecer suporte e manter vínculos virtualmente.

Experiências Anteriores: Quatro grandes eixos estruturados; Seis setores estratégicos consolidados; A metodologia Redes da Maré que prioriza a manutenção de vínculos com os atendidos e a manutenção das “portas abertas” em situações de emergência no território.

Segurança Alimentar 

Ações de apoio à segurança alimentar durante a pandemia. Entrega de cestas básicas, alimentos frescos, cartões com recurso, refeições para população em situação de rua – prioritariamente nas cenas de uso de drogas – e refeições para pessoas infectadas pela  COVID-19.

Desafios enfrentados: Selecionar as famílias em situação de maior vulnerabilidade social; Criar sistema de banco de dados; Acolher demandas e angústias da população; Formar tecedores e voluntários; Orientar a população sobre os limites de uma ação da sociedade civil e, portanto, sobre a impossibilidade de atender a todos; Mobilizar o poder público e parceiros.

Em números: Cerca de 60 mil cestas básicas e kits de higiene e limpeza distribuídos, 4 mil pessoas beneficiadas com o cartão com recurso e mais de 100 mil refeições distribuídas.

Experiências anteriores: Censo Maré; Guia de Ruas; Campanha “Somos da Maré. Temos  Direitos!”; Atendimento para população em situação de rua no Espaço Normal; Maré de Sabores (Casa das Mulheres).

Captação de Recursos

Fontes de financiamento diversas, doações e apoios captados para a realização da campanha. Envolve a realocação de recursos, novos aportes de parcerias já estabelecidas e captação de novas. Além de ampliação de doações de pessoas físicas diretas, o desenvolvimento de plataformas de financiamento coletivo e doações diretas de cestas básicas, alimentos, tecidos, produtos de limpeza, entre outros.

Desafios enfrentados: Garantir a transparência periódica; Responder às diferentes exigências de financiadores; Acolher o volume de apoios vindos de distintas formas.

Em números: 127 Parceiros apoiadores e centenas de colaboradores nas plataformas de financiamento coletivo.

Experiências anteriores: Setores estruturados de Captação de Recursos e Relação Institucional; Comunicação, Jurídico e Administrativo-Financeiro; Relação histórica e confiabilidade da organização  junto a apoiadores e parceiros.

Atendimentos

Atendimento social, psicológico e jurídico disponibilizado para a população da Maré. Na campanha, o atendimento se ampliou para incluir o apoio específico aos casos de COVID-19. Atuação por meio de entrevistas sociais, atendimentos virtuais e busca ativa de moradores.

Desafios enfrentados: Adaptação dos atendimentos ao modo remoto; Criação da plataforma de atendimento virtual; Dificuldade de acesso a serviços públicos; Aumento no acolhimento de casos de violência doméstica; Qualificação de dados e informações para a seleção das famílias; Acompanhamentos de casos de morte por COVID-19 e apoio aos familiares.

Em números: 1.789 atendimentos no Maré de Direitos em 2020, 12.486 entrevistas sociais e centenas de acompanhamentos realizados pelo Espaço Normal com população em situação de rua, 11.000 atendimentos médicos e 3600 psicológicos no teleatendimento (SAS) e aproximadamente 1400 casos de COVID-19 acompanhados pelo Conexão saúde no programa de isolamento domiciliar.

Experiências anteriores: projeto Maré de Direitos; Acolhimentos na Casa das Mulheres; Espaço Normal e a consolidação do ATENDA (atenção integral à população em situação de rua e usuária de drogas); Articulações com a rede de serviços públicos, outras organizações e universidades com projetos de extensão.

Geração de Renda 

Criação de trabalhos temporários para moradores durante a fase mais crítica da pandemia. Trabalhos de prestação de serviços para costureiras, motoristas, agentes de desinfecção de ruas e cozinheiras. Este item também englobou o financiamento de projetos por meio da “Chamada Pública: Novas formas de fazer arte, cultura e comunicação nas favelas”, que apoiou comunicadores e artistas locais.

Desafios enfrentados: Definir rapidamente os projetos e ações necessários; Organizar a logística de produção e entregas; Melhorar a gestão e a prestação de contas; Garantir a proteção contra a  COVID-19 e promover a formação durante a ação.

Em números: 22 cozinheiras, 54 costureiras, 13 motoristas responsáveis pela entrega de doações, 30 agentes de desinfecção de ruas, 31 bolsas de incentivo a comunicadores e artistas.

Experiências anteriores: Projeto Entre Bicos (trabalhos pontuais realizados por usuários do Espaço Normal); Maré de Sabores (formação em gastronomia para mulheres e criação do Buffet); Editais e chamadas abertas realizados anteriormente; Setor administrativo-financeiro consolidado; Processos de mobilização territorial.

Logística e Entregas 

Estrutura operacional para distribuição de itens para todo o Conjunto de Favelas da Maré durante a campanha. Entrega de alimentos, refeições, produtos de higiene e limpeza, Equipamentos de Proteção Individual (EPI), livros, máscaras, materiais informativos, equipamentos de conectividade e materiais para ação do “Vacina Maré”.

Desafios enfrentados: Localizar ruas sem registro; Organizar as múltiplas etapas de cada entrega; Logística, recebimento e carregamento de milhares de itens diariamente.

Em Números: 1.980 toneladas de alimentos e produtos diversos de higiene; 100 mil refeições; 47 mil domicílios alcançados porta a porta com a distribuição de máscaras e álcool em gel; 1000 estudantes foram beneficiados com equipamentos e livros. Para as unidades de saúde foram 280 mil máscaras distribuídas, 650 protetores faciais, 255 óculos, 4.240 aventais, 500 luvas, 300 capotes, 179 caixas de álcool.

Experiências Anteriores: Censo Maré; Guia de Ruas; Maré de notícias e Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”

Produção do Conhecimento sobre o Território

Produção de pesquisas, dados, conteúdo e sistemas de informação para compreender o território e subsidiar as ações. Criação de um sistema de  cadastro das famílias em situação de insegurança alimentar, levantamento dos casos de COVID-19, criação do Boletim “De olho no corona” (conteúdos sobre os impactos da pandemia, prevenção e combate ao coronavírus), pesquisa sobre efeitos da vacina em parceria com a FIOCRUZ e pesquisas sobre educação na pandemia.

Desafios enfrentados: Coletar dados com as restrições da pandemia; Criar sistema de dados simultaneamente com as distribuições; Produzir informações de forma acessível aos moradores.

Em Números: Sistema de dados com 20.000 cadastros, 44 boletins “De olho no Corona”, monitoramento de 1.000 famílias no pós-covid e  de 6.500 pessoas participantes da pesquisa sobre efetividade da vacina AstraZeneca-Fiocruz, pesquisa com 18 escolas públicas da Maré.

Experiências Anteriores: Maré de notícias;  Censo Maré;  Guia de Ruas; Boletim de Segurança Pública e as diversas pesquisas realizadas no âmbito de cada eixo de atuação.

Comunicação Institucional e Comunitária

Produção e difusão de informações para dentro e fora da Maré.  Criação de narrativas com foco nas potências da favela e no acesso a direitos. Na campanha, a Comunicação Institucional sistematizou registros, atualizou o site, produziu conteúdo para ampla divulgação e manteve o diálogo com financiadores. A Comunicação Comunitária (Maré de Notícias) produziu reportagens sobre o cotidiano na pandemia, difundiu informações e mobilizou o território (bicicleta com som, megafone, lambes nos muros e paredes, faixas e panfletos). Ambas as formas de comunicar estiveram alinhadas com as redes sociais. As duas dimensões da comunicação produziram o podcast “Maré em tempos de coronavírus”, a série de textos e vídeos jornalísticos do “Por dentro da Maré” e a Campanha “Se liga no Corona”.

 Desafios enfrentados: Difundir um conteúdo amplo em um curto período de tempo; Fornecer respostas às demandas vindas das redes sociais; Trabalhar em sintonia com outras equipes e comunicar com qualidade frente às “fake news”.

Em Números: 20 episódios do podcast “Maré em tempo de coronavírus”, mais de 70 peças, linha do tempo, 10 newsletters, 50 vídeos sobre a campanha com diferentes envolvidos, publicação e divulgação do Jornal Maré de Noticias mensalmente; Dezenas de notícias no Portal Maré de Notícias, nas redes sociais da Redes da Maré e outras mídias.

Experiências Anteriores: Jornal Maré de Notícias (online e impresso); As metodologias de mobilização e múltiplas formas de divulgação nas favelas (boca a boca, ocupar as ruas, materiais impressos, mídias e redes sociais); Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”; Estrutura prévia do setor de comunicação.

Práticas de Cuidado e Saúde: Prevenção ao coronavírus

Ações de prevenção e cuidado com a COVID-19, como: desinfecção das ruas, distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para as unidades de  saúde, distribuição de álcool em gel, máscaras, itens de higiene pessoal e limpeza, abastecimento dos totens de álcool em organizações locais, instalação de pias, higienização de comércios, igrejas e espaços de aglomeração. Além disso, informações qualificadas difundidas pela Maré em parceria com a Fiocruz, com o “Se liga no Corona”, que produziu materiais diários, em múltiplos formatos sobre a pandemia e o avanço do vírus no território.

Desafios enfrentados: A limpeza e desinfecção de ruas, vielas e becos; Sensibilizar moradores sobre práticas de prevenção; Organizar entregas porta a porta; Lidar com as mudanças de protocolos sanitários; Gerar informações qualificadas em curto período de tempo.

Em números: 900 ruas, vielas e becos higienizados, mais de 20 mil famílias beneficiadas com kits de higiene pessoal e limpeza.

Experiências Anteriores: Censo Maré, Guia de ruas; Maré de notícias; Maré de direitos; estrutura prévia do setor de comunicação.

Práticas de Cuidado e Saúde: Enfrentamento Direto ao Coronavírus

Conjunto de ações de enfrentamento direto à COVID-19 no território. Atuação por meio do projeto Conexão Saúde com abertura de centro de testagem gratuita, apoio para isolamento domiciliar seguro, telessaúde (realizada pelo parceiro SAS Brasil), comunicação sobre a COVID-19 (ações no território e produção do Boletim “De olho no Corona) e mobilização da campanha Vacina Maré.

Desafios enfrentados: Atuar diante do negacionismo de diferentes esferas de governo; Criar apoio aos serviços de saúde sem substituir a responsabilidade do poder público; Circular informação segura sobre o coronavírus.

Números: Mais de 40 mil testes realizados, aproximadamente 1.400 pacientes atendidos no programa de isolamento seguro, 1.828 atendimentos médicos por telemedicina (SAS) e 1.046 atendimentos psicológicos, aproximadamente 37.000 moradores vacinados durante a campanha do vacina Maré.

Experiências Anteriores: Parceria histórica com a Fiocruz; Atuação de sanitaristas na Maré na década de 80; Diálogo permanente com a Secretaria Municipal de Saúde e de Educação; Campanha “Somos da Maré. Temos Direitos!”. Trabalho do Espaço Normal e articulação com equipamentos de saúde e assistência.

Engajamento do Território

Ações de mobilização e organização junto a moradores e instituições locais para trabalho conjunto. A Campanha envolveu voluntários, organizações sociais, religiosas, associações de moradores, entre outras.

Desafios enfrentados: Organizar os voluntários; Garantir fluxo das informações; Criar espaços de participação; Manter o diálogo permanente com parceiros; Lidar com conflitos do trabalho coletivo.

Em Números: 300 pessoas envolvidas entre tecedores e voluntários, 14 associações de moradores, 35 voluntários membros de igrejas e 26 parceiros locais.

Experiências Anteriores: Relação com Associações de Moradores, igrejas, coletivos e outras ONGs; Trabalho coletivo na construção de fóruns (fórum sobre Drogas, fórum da Educação, fórum Maré que Queremos, fórum Basta de violência, etc.); campanha” Somos da Maré. Temos Direitos!” e Marcha Contra a Violência.

Ações Permanentes

Conjunto de atividades dos diferentes eixos que seguiram durante a pandemia, ações adaptadas para o contexto de crise sanitária como: Atendimento psicossocial na Casa das Mulheres e continuação da produção de alimentos pela equipe do Maré de Sabores. Atendimento de usuários de drogas pelo Espaço Normal, aulas remotas da escola de dança, atividades remotas da Biblioteca Lima Barreto, atendimento virtual do projeto “Maré de direitos”, aulas remotas do Pré-Vestibular, o projeto “Escreva o Seu Futuro” de alfabetização para mulheres, pesquisas sobre a situação do ensino na Maré durante a pandemia, projeto Nenhum a Menos, Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Desafios enfrentados: Manter a qualidade das ações virtuais diante da má qualidade do serviço de internet na Maré; Oferecer suporte e manter vínculos virtualmente.

Experiências Anteriores: Quatro grandes eixos estruturados; Seis setores estratégicos consolidados; A metodologia Redes da Maré que prioriza a manutenção de vínculos com os atendidos e a manutenção das “portas abertas” em situações de emergência no território.

Modo Redes de ser e Fazer

A campanha “Maré diz Não ao Coronavírus” é uma combinação entre continuidades e inovações da metodologia da Redes da Maré. Os acúmulos adquiridos ao longo de sua trajetória consolidaram e criaram diferentes frentes de ação. Visualizamos elas nessa grande rede, em que as ações da campanha estão agrupadas e representadas por círculos conectados e sustentados pelo Modo Redes de Ser e Fazer Maré.

 1 . Respostas às urgências do território

 2 .Escuta aos moradores

 3 . Compromisso e afeto

 4 . Aprender fazendo

 5 . Articulação e parcerias sólidas

 6 . Produção de conteúdo sobre o território

 7 . Narrativas sobre as potências da Maré

 8 . Incidências políticas por direitos

 9 . Atendimento à população

 10. Coletividade e aprendizado na diversidade

 11. Mobilização territorial

12. Autonomia das mulheres

13. Ações estruturantes

14. Criação e reinvenção do fazer

15. A Maré como força de criação

16. Felicidade de “ser  Redes”

ficha técnica

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REALIZAÇÃO: Redes da Maré
PESQUISA E SISTEMATIZAÇÃO DE CONTEÚDO: Marina Praça e Suellen Guariento 
DIAGRAMAÇÃO: Mascavo 
ILUSTRAÇÃO: Weslley Vieira
REVISÃO E TRADUÇÃO DOS TEXTOS: Soar Soluções Linguísticas 
APOIO: Fòs Feminista e Instituto ACP

Desenvolvido por Webba Desenvolvimento de Sistemas